A caça recreativa costuma passar de pai para filho. A PETA e a MullenLowe Singapura raciocinaram que romper essa cadeia reduziria o esporte mais rápido do que outro anúncio de protesto.
A ideia
Lançar a HUNTSMAN, uma marca falsa de preservativos machões cujo argumento central era que o mundo não comporta mais caçadores — logo, os caçadores não deveriam se reproduzir
A agência construiu a HUNTSMAN como uma marca real — embalagens camufladas, comerciais on-line, presença em redes sociais e impressos, sem qualquer menção à PETA — e enviou amostras pelo correio a caçadores de troféus, revistas especializadas do setor, blogs e organizações de caça, promovendo a marca ao vivo em feiras do setor. Em 14 de abril de 2016, a PETA revelou a pegadinha.
A ação funcionou como um produto genuíno por tempo suficiente para chegar à comunidade de caçadores antes da revelação, e depois foi lançada globalmente a partir da Ásia-Pacífico, abrangendo América do Norte, Europa, África, Índia e Ásia-Pacífico. Não foram divulgados números de vendas nem de alcance.
Contexto
Em abril de 2016, o grupo de defesa dos animais PETA e a MullenLowe Singapura revelaram que a HUNTSMAN — uma marca de preservativos machões com embalagem camuflada, anunciada à comunidade de caça recreativa por meio de comerciais on-line, redes sociais e impressos — tinha sido uma peça de teatro ativista. A percepção por trás dela: a caça geralmente passa de pai para filho, então a forma de reduzir o esporte era impedir que a próxima geração de caçadores nascesse.
A HUNTSMAN foi lançada como um produto real, sem qualquer vestígio da marca PETA. Amostras foram enviadas a caçadores de troféus notórios, revistas especializadas do setor, blogs e organizações de caça, e a marca foi promovida ao vivo em feiras do setor. Em 14 de abril de 2016, o grupo revelou a verdade: os preservativos "para caçadores" vinham de uma entidade beneficente de defesa dos animais que queria que os caçadores recreativos parassem de produzir mais caçadores.
O diretor executivo de criação Erick Rosa disse que a PETA havia defendido a ideia e trabalhado com a agência "lado a lado desde o primeiro dia"; o diretor de contas do grupo, Gonzalo Olivera, disse que o objetivo era comunicar a mensagem da PETA de um jeito que valesse a pena compartilhar, alto o suficiente para as pessoas ouvirem. Desenvolvida primeiro na região da Ásia-Pacífico, a campanha foi lançada globalmente na América do Norte, Europa, África, Índia e Ásia-Pacífico.
A ideia usa o próprio público como arma: os caçadores aderiram a um produto criado para acabar com a tradição deles.
É uma travessura neutra em mídia — embalagem, amostragem e feiras do setor convencem, não uma lição de moral.
A revelação ressignifica cada ponto de contato depois do fato, então a história se espalha duas vezes: uma como produto, outra como pegadinha.
Venda ao seu público-alvo algo que ele realmente deseja, e ele adere ao seu argumento antes de saber de quem é — a revelação transforma clientes em plateia.
A PETA divulgou a ação em 14 de abril de 2016, e a campanha, desenvolvida inicialmente para a Ásia-Pacífico, foi lançada mundialmente na América do Norte, Europa, África, Índia e Ásia-Pacífico. Não foram relatados na fonte números de vendas, alcance de mídia nem mudança mensurável na participação na caça.
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As fontes
- How PETA Pranked the Hunting Community with These Branded Condoms LBBOnline · lbbonline.com ·