A TechSmith, fabricante de Snagit e Camtasia sediada em East Lansing, Michigan, passou a operar totalmente remota durante a pandemia e viu a fadiga de reuniões crescer entre seus cerca de 300 funcionários. Em vez de cortar minutos do calendário, sua liderança decidiu reformular a cultura eliminando as reuniões por completo durante um mês.

Não enxugar o calendário — cancelar todas as reuniões por um mês e forçar o trabalho async-first, mantendo depois apenas as reuniões que se mostrarem necessárias, como "reuniões invertidas".

Em julho de 2022, a empresa realizou o "Julho Async-First" com a consultoria Convince & Convert: todas as reuniões foram canceladas em toda a empresa, e o trabalho migrou para ferramentas assíncronas como gravações no Snagit e o Slack. A TechSmith pesquisou os funcionários antes e depois, e então codificou o que funcionou — as equipes escolheram seus próprios horários, os horários centrais de trabalho foram removidos, e as reuniões necessárias se tornaram "reuniões invertidas", em que o responsável compartilha um vídeo curto com contexto antecipadamente para que todos cheguem prontos para decidir.

Os funcionários que concordavam fortemente que se sentiam produtivos aumentaram 15%, a pontuação média de importância das reuniões restantes subiu quase 8% (de 3,32 para 3,57), e 85% da equipe disse que substituiria algumas reuniões futuras por comunicação assíncrona. Um achado secundário foi a equidade: funcionários mais quietos começaram a contribuir mais quando as discussões saíram do palco das reuniões ao vivo.

Quando a TechSmith, fabricante de software de captura de tela por trás do Snagit e do Camtasia, passou a operar totalmente remota durante a pandemia, as reuniões virtuais se multiplicaram até que os funcionários sofressem da mesma "fadiga de Zoom" que os próprios produtos da empresa deveriam resolver. Em vez de reduzir a duração ou a quantidade de reuniões, a empresa de cerca de 300 pessoas decidiu testar como seria o trabalho sem reunião alguma.

Em julho de 2022, a TechSmith realizou o "Julho Async-First" junto com a consultoria Convince & Convert: todas as reuniões foram canceladas por um mês e as equipes se comunicaram de forma assíncrona por meio de gravações, documentos compartilhados e chat. A empresa pesquisou os funcionários sobre satisfação, produtividade e a importância de cada reunião síncrona antes e depois do mês, transformando o experimento em dados em vez de opinião.

Os resultados moldaram uma política duradoura. Os funcionários que concordavam fortemente que se sentiam produtivos aumentaram 15%, a importância média atribuída às reuniões subiu quase 8%, de 3,32 para 3,57, e 85% da equipe disse que substituiria algumas reuniões futuras por comunicação assíncrona. A TechSmith então removeu os horários centrais obrigatórios, deixou cada equipe decidir como agenda o trabalho e adotou as "reuniões invertidas": o organizador compartilha um vídeo curto com contexto antecipadamente, para que o tempo ao vivo seja gasto decidindo, não informando.

Uma proibição total tornou o problema legível: sem reuniões como padrão, os funcionários descobriram quais trabalhos realmente precisam de tempo síncrono.

Medir antes e depois converteu um palpite cultural em números sobre os quais a empresa podia agir e compartilhar.

A discussão async-first deu aos funcionários reservados a chance de contribuir, um benefício de equidade para o qual o experimento nunca foi desenhado.

O formato de reunião invertida manteve o melhor dos dois modos — o contexto chega antecipadamente em vídeo, e as sessões ao vivo são mais curtas e mais decisivas.

Uma proibição geral redefine o padrão: só voltam as reuniões que provam seu valor, enquanto os hábitos assíncronos dão vez a vozes mais quietas e elevam a produtividade percebida.

A TechSmith publicou os resultados em janeiro de 2023 em "A Month with No Meetings: An Experiment to Build an Async-First Culture" e manteve as práticas: decisões de agendamento no nível da equipe, nenhum horário central obrigatório, reuniões invertidas construídas com suas próprias ferramentas de captura de tela, e uma sede híbrida digital-first equipada com mais de US$ 6 milhões em tecnologia para reuniões. A vice-presidente de RH, Amy Casciotti, escreveu desde então sobre o experimento para a HR Executive e a DiversityQ, enquadrando o mês sem reuniões como um "soft reboot" que outros empregadores híbridos poderiam adaptar.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. This org had no meetings for a month. Here's what HR learned HR Executive · hrexecutive.com ·
  2. TechSmith transforms meetings for enhanced collaboration, equity DiversityQ · diversityq.com ·
  3. TechSmith's Async-First Study Eliminated Meetings and Saw +15% Increase in Employee Productivity GlobeNewswire · globenewswire.com ·