A PIA havia retomado os voos para Paris depois que a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação suspendeu a proibição imposta em junho de 2020, que se seguiu a um acidente em Karachi que matou quase 100 pessoas e a alegações sobre as licenças dos pilotos. A companhia aérea queria celebrar seu retorno à Europa.
A ideia
Uma imagem de retorno — o avião da companhia aérea nacional apontando para a Torre Eiffel, com a legenda 'Paris, estamos chegando hoje' — que os leitores interpretaram como algo muito mais sombrio.
A imagem foi publicada na conta oficial da PIA no X em 10 de janeiro de 2025 e permaneceu no ar. Em milhares de comentários, usuários a compararam com os ataques de 2001 às Torres Gêmeas de Nova York, nos quais aviões sequestrados mataram quase 3.000 pessoas. O porta-voz da PIA, Abdullah Khan, disse que a reação foi 'exagerada, com conotações e percepções que não eram intencionais', acrescentando: 'Pode ter despertado alguma emoção negativa, pela qual pedimos sinceras desculpas.'
Cerca de 60.000 a 70.000 reações negativas — menos de 10% do engajamento, segundo a companhia aérea. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif ordenou uma investigação, e o ministro das Finanças, Ishaq Dar, chamou o anúncio de 'estupidez'. A publicação permaneceu online, e a PIA disse que seus voos para a Europa operavam com mais de 95% de capacidade.
Contexto
Em 10 de janeiro de 2025, a estatal Pakistan International Airlines publicou uma imagem em sua conta oficial no X para marcar seu primeiro voo a Paris desde a suspensão de sua proibição por segurança: um avião da PIA em frente à Torre Eiffel com a legenda 'Paris, estamos chegando hoje'. A proibição, em vigor desde junho de 2020, havia sido suspensa pela Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação em novembro de 2024, depois que o órgão regulador disse que o Paquistão havia 'restabelecido confiança suficiente' em sua supervisão da aviação civil.
A imagem foi interpretada de forma muito diferente do que se pretendia. Em milhares de comentários, usuários fizeram comparações com os ataques da Al-Qaeda de 2001 às Torres Gêmeas de Nova York, nos quais dois aviões sequestrados mataram quase 3.000 pessoas. 'Isto é (um) anúncio ou uma ameaça?', perguntou uma publicação. O porta-voz da PIA, Abdullah Khan, disse à AFP que o episódio foi 'exagerado, com conotações e percepções que não eram intencionais', e afirmou: 'Pode ter despertado alguma emoção negativa, pela qual pedimos sinceras desculpas.'
A repercussão política foi além dos comentários. O ministro das Finanças, Ishaq Dar, disse que o primeiro-ministro havia ordenado uma investigação sobre um anúncio que 'demonstra estupidez'. A PIA, por sua vez, apontou para a realidade comercial: a resposta ao seu retorno à Europa havia sido 'extremamente positiva', com voos operando com mais de 95% de capacidade — mesmo enquanto a companhia aérea permanecia impedida de voar para o Reino Unido e os Estados Unidos.
O anúncio falhou na composição, não na intenção — mas o público lê a composição primeiro, e um pedido de desculpas não pode despublicar o significado não intencional de uma imagem.
Os próprios números da PIA — 60.000 a 70.000 reações negativas, menos de 10% do engajamento — mostram como a leitura de uma minoria ainda pode definir um lançamento.
O retorno em si sobreviveu ao erro: a demanda se manteve acima de 95% da capacidade, então o custo foi reputacional, não comercial.
Celebre um retorno com o destino, não com a trajetória: uma rota de aproximação apontada para um ponto turístico empresta imagens que a internet já associa a catástrofes.
Em 17 de janeiro de 2025, a publicação permanecia no X, uma investigação ordenada pelo primeiro-ministro havia sido instaurada, e os voos da PIA para Paris continuavam com mais de 95% de capacidade, enquanto suas proibições no Reino Unido e nos Estados Unidos permaneciam em vigor.
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As fontes
- Pakistan International Airlines says sorry over Eiffel Tower advert marking return of flights to Paris ABC News (AFP) · abc.net.au ·