Os frascos de rapé eram o luxo portátil da China do século XVII: alguns centímetros de diâmetro, escavados com uma pequena colher fixada à tampa, cobiçados pelos abastados. A chinoiserie europeia há muito imitava motivos asiáticos para compradores ocidentais, e Lim, britânico-singapurense, queria retrabalhar essa troca de forma mais consciente.

Pegar num frasco de rapé de dois centímetros, semelhante a uma joia, e reconstruí-lo várias vezes mais alto — grande demais para uma só mão — transformando o empréstimo da chinoiserie europeia numa reivindicação consciente.

Ela esculpe em massa de polímero e Jesmonite, com acabamento em giz, tinta acrílica e verniz brilhante. Cada frasco traz pequenos retratos pintados ou em relevo de animais e criaturas imaginárias — a sua série recente inspira-se no Clássico das Montanhas e dos Mares, o antigo relato chinês de mais de 550 montanhas e 300 cursos de água — e cada tampa esconde um amuleto pendente, uma alusão à pequena colher do original.

A exposição individual Reimaginings está patente no Museum of East Asian Art, em Bath, até 14 de novembro de 2026; obras são exibidas com a Cynthia Corbett Gallery em Paris, e uma nova obra de arte pública está prevista para Paddington, Londres.

O frasco de rapé foi a resposta chinesa do século XVII ao luxo portátil: um recipiente para tabaco em pó perfumado, com alguns centímetros de diâmetro para poder ser guardado, cujo conteúdo era escavado com uma pequena colher fixada à tampa. Hannah Lim, artista radicada em Londres de herança britânico-singapurense, encontrava-os repetidamente em coleções de museus do Reino Unido — ornamentados, variados e produtos da mesma vaga de chinoiserie em que produtores europeus imitavam motivos chineses e de outras origens asiáticas para um mercado ocidental. «No meu próprio trabalho, procuro reivindicar e reimaginar esta prática de uma forma mais consciente», diz ela.

O seu gesto é a escala. Um frasco de rapé típico é diminuto e semelhante a uma joia; os de Lim têm vários centímetros de altura e geralmente precisam de ser segurados com as duas mãos, de modo que o tesouro de bolso se torna uma escultura com a qual é preciso interagir. Ela constrói-os em massa de polímero e Jesmonite, aplicando depois giz, tinta acrílica e verniz brilhante, finalizando cada um com retratos pintados ou em relevo de animais e criaturas imaginárias. A série recente interpreta o Clássico das Montanhas e dos Mares, usando as suas «descrições alquímicas encantadoras» de criaturas como inspiração.

O detalhe que sustenta o argumento está oculto: cada um dos seus frascos de rapé tem um amuleto pendente escondido na tampa, numa referência à pequena colher dos frascos de rapé tradicionais. Lim continua a desenvolver o trabalho — esculturas recentes como Orchid Table acrescentam elementos cortados a laser, ela está a experimentar com metal e faz molduras personalizadas que prolongam as suas pinturas. A sua exposição individual Reimaginings está patente no Museum of East Asian Art de Bath até 14 de novembro de 2026, com obras também na Cynthia Corbett Gallery em Paris e uma obra de arte pública a chegar a Paddington, Londres.

Responde a uma troca de design da era colonial na própria linguagem do objeto — artesanato, detalhe, função — em vez de um artigo de opinião.

A inversão de escala é uma ideia legível: um frasco que se guarda no bolso torna-se uma escultura de duas mãos que é preciso segurar, e só essa mudança reformula a quem pertence o objeto.

O amuleto oculto em cada tampa liga o novo trabalho à função do original, dando à reivindicação uma âncora factual em vez de um gesto.

É verificável e atual: uma exposição individual num museu em Bath, uma mostra numa galeria de Paris e uma encomenda de obra de arte pública em Londres.

Quando uma estética foi mal apropriada da primeira vez, a réplica pode manter o empréstimo mas mudar os termos: aumentar a escala, manter os detalhes artesanais e fazer com que a cópia assuma as suas fontes.

Lim continua a experimentar com escala e materiais, especialmente metal, e faz frequentemente molduras personalizadas que servem como extensões das suas pinturas, com planos para incorporar motivos nas próprias molduras. Reimaginings está patente no Museum of East Asian Art em Bath até 14 de novembro de 2026; as suas obras são exibidas com a Cynthia Corbett Gallery em Paris ainda este mês, e a obra de arte pública de Paddington chega mais tarde no ano.

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As fontes

  1. Hannah Lim Draws on Her British-Singaporean Heritage in Sculptural Snuff Bottles Colossal · thisiscolossal.com ·