O Spatial, festival berlinense de som espacial imersivo realizado no Funkhaus, voltou para uma segunda edição em 2025 ocupando cinco salas da antiga emissora, cada uma projetada para sons que vêm das paredes, do chão, das colunas e do teto. Os organizadores precisavam de uma identidade que refletisse essa experiência experimental sem intimidar nem complicar demais.

Fazer da identidade do festival uma experiência espacial: SMLXL e Mallandrich construíram a marca como espaços liminares em 3D pelos quais se mover, com o movimento pensado desde o início.

SMLXL e o motion designer Gerard Mallandrich colaboraram desde o começo para que o movimento fosse a base da marca, e não uma camada final. Eles escanearam em 3D as salas do Funkhaus, acharam-nas carregadas demais e, em vez disso, criaram um espaço virtual liminar fictício — com pontos de fuga cinematográficos exagerados — que se tornou a fonte da qual emergem os gráficos da identidade. A tipografia limpa e monocromática Neue Haas Grotesk manteve o texto fora do caminho, deixando que a imagem distorcida, a profundidade cinematográfica e o movimento projetado levassem o festival pelo site, pelos cartazes, pelo merchandising e pelas projeções ao vivo.

A identidade venceu o Best of Discipline em Design de Marca/Comunicação no ADC 105th Annual Awards, em 2026. Deu à segunda edição do festival um único mundo visual em cinco salas, um site interativo cujos comportamentos espelhavam o conceito e aplicações físicas que iam de projeções a materiais impressos — com artistas e público reagindo à identidade como parte viva do próprio evento.

O Spatial é um festival berlinense construído em torno do som espacial imersivo e, em sua edição de 2025, ocupou cinco salas do Funkhaus, a antiga emissora da cidade, cada uma projetada para que o som chegue das paredes, do chão, das colunas e do teto. Um evento tão experimental precisava de uma identidade visual capaz de refletir essa experiência sem se tornar intimidante ou complexa.

Os organizadores recorreram ao estúdio SMLXL, sediado em Nova York e Barcelona, e ao colaborador de longa data Gerard Mallandrich. A dupla trabalhou junta desde o início para que o pensamento de movimento fizesse parte da base da identidade, e não de uma camada acrescentada. Em vez de apresentar visuais estáticos e limpos, fizeram do movimento a voz da marca — o modo como a própria identidade transitaria entre ambientes, assim como os visitantes se movem entre espaços sonoros no festival.

O processo começou com escaneamentos 3D das salas do Funkhaus, que se mostraram carregadas demais, então criaram um espaço virtual liminar fictício, usando técnicas cinematográficas com pontos de fuga exagerados. A tipografia foi mantida deliberadamente mínima — Neue Haas Grotesk monocromática — para que a imagem distorcida, a tipografia e o movimento fizessem o trabalho. Os gráficos se tornam um espaço em si, algo pelo qual o público se move em vez de simplesmente olhar.

O sistema digital-first ainda se adaptava a formatos físicos: projeções dentro dos espaços do evento, materiais impressos e merchandising, e um site cujo comportamento interativo foi codificado nativamente no design. Em 2026, o projeto conquistou o Best of Discipline em Design de Marca/Comunicação no ADC 105th Annual Awards.

Construir o movimento na identidade desde o início fez do movimento parte do significado da marca, e não um efeito aplicado depois.

Substituir os escaneamentos 3D carregados demais por um espaço liminar projetado deu ao festival um universo paralelo coerente de onde tirar toda a campanha.

A tipografia enxuta deixou a distorção espacial carregar o caráter, mantendo o sistema legível enquanto permanecia experimental.

Um sistema digital-first que ainda podia ser reinterpretado fisicamente fez com que a identidade sobrevivesse sem se quebrar entre site, projeção, impressão e merch.

Quando o produto é uma experiência imersiva, a identidade também deve se comportar como uma: projete a marca como um espaço em que as pessoas entram e deixe o movimento ser a linguagem, em vez de decoração.

A identidade acompanhou a segunda edição do Spatial ao longo de toda a sua série de materiais de festival e permaneceu visível on-line pela página de case do estúdio e pela cobertura da imprensa de design até 2026. Sua vitória no Best of Discipline no ADC 105th Annual Awards acrescentou uma identidade de festival ao portfólio do estúdio, ao lado de outros clientes culturais. O diretor criativo da SMLXL observou que a recepção foi positiva e que uma edição futura seria 'um desafio divertido de repensar e ampliar ainda mais os limites' — tratando a identidade como um sistema feito para evoluir, e não como um conjunto avulso de cartazes.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. The identity for Spatial festival feels aptly three-dimensional It's Nice That · itsnicethat.com ·
  2. Spatial Festival 2025 — Moving into an immersive identity SMLXL · smlxl.company
  3. ADC Awards: HeimatTBWA Berlin wins the Black Cube for Best of Show The Stable · thestable.com.au ·