Em 2001, o Madison Square Park acabara de ser reconstruído após anos de abandono, e o Madison Square Park Conservancy queria que seu primeiro projeto de arte pública trouxesse os nova-iorquinos de volta. O Union Square Hospitality Group, de Danny Meyer, operava o serviço de alimentação do parque, e sua cozinha de alta gastronomia, o Eleven Madison Park, ficava ociosa na hora do almoço.

Financiar o renascimento de um parque à moda antiga: montar um ótimo carrinho de cachorro-quente ao lado da primeira exposição de arte pública do parque, deixar as filas venderem o parque e depois transformar o carrinho em uma marca.

Meyer e Randy Garutti cozinhavam cachorros-quentes no vapor na cozinha do Eleven Madison Park e os levavam até um carrinho ao lado da instalação 'I ♥ Taxi', do artista tailandês Navin Rawanchaikul, todos os verões de 2001 a 2003, doando toda a receita ao parque. Formavam-se filas de 50 a 100 pessoas, então a cidade ofereceu um quiosque de 400 pés quadrados, e em 2004 o Shake Shack abriu ali com cachorros-quentes, hambúrgueres e creme de baunilha gelado.

O carrinho trouxe o parque de volta à vida, o quiosque de 2004 cresceu para 46 unidades no mundo até 2014 e cerca de 70 em meados de 2015, quando o Shake Shack abriu o capital a US$ 21 por ação. O New York Times o apelidou de 'a anti-rede-de-redes', e nos anos de recessão os lucros do Shake Shack foram o que manteve o próprio Eleven Madison Park de pé.

Em 2001, o Madison Square Park, em Manhattan, acabara de ser reconstruído após anos de abandono, e o Madison Square Park Conservancy queria que seu primeiro projeto de arte pública trouxesse as pessoas de volta. A obra 'I ♥ Taxi', do artista tailandês Navin Rawanchaikul — estátuas de táxi sobre pernas de pau, murais, tendas e barracas de comida — ocupou o parque, e o Union Square Hospitality Group, do restaurateur Danny Meyer, viu ali uma chance de ajudar: um carrinho de cachorro-quente.

Meyer e Randy Garutti, que então comandavam o Eleven Madison Park, restaurante de alta gastronomia do outro lado da rua, cozinhavam cachorros-quentes no vapor na cozinha do EMP todas as manhãs de verão e os levavam até o carrinho. Operaram o carrinho nos verões de 2001, 2002 e 2003, doaram toda a receita ao parque e usaram a iniciativa para manter seus melhores funcionários empregados durante os meses de baixa. Em poucos dias, o carrinho já atraía filas de 50 a 100 pessoas.

Em 2004, a cidade ofereceu aos dois um quiosque de 400 pés quadrados. Eles o batizaram de Shake Shack, acrescentaram hambúrgueres e creme de baunilha gelado, e o ShackBurger virou lenda. O que começou como um evento beneficente de parque virou uma empresa de capital aberto em 2015 — e, durante os anos de recessão, os lucros do Shake Shack foram o que manteve o próprio Eleven Madison Park vivo.

O carrinho resolveu três problemas de uma vez: financiou a exposição de arte, atraiu os nova-iorquinos para o parque e deu trabalho de verão à equipe de Meyer.

A escassez e a qualidade fizeram o marketing: um carrinho pequeno com cachorros-quentes genuinamente bons criou uma fila, e a fila virou a história que a imprensa repetiu.

Deixaram o local fazer o negócio crescer: a oferta de um quiosque pela cidade veio da demanda comprovada, não de um plano de franquia.

A marca manteve a origem visível: o quiosque continuou sendo uma barraca de parque, e a história do 'evento beneficente que virou rede' permaneceu no cardápio.

Uma operação minúscula e bem administrada é marketing barato: dê às pessoas algo bom pelo que enfrentar fila, destine a receita a uma causa e deixe a multidão entregar o próximo passo.

O Shake Shack abriu o capital em 2015, com o IPO avaliado em US$ 21 por ação, havia crescido para cerca de 70 unidades no mundo até julho daquele ano e disse que planejava parar em 450. A unidade original do Madison Square Park ainda é o alicerce da marca, e a missão da empresa, 'Stand for Something Good', remonta ao propósito do carrinho de arrecadar dinheiro para o parque. O carrinho também mudou a própria empresa de Meyer: os primeiros lucros do Shake Shack sustentaram o Eleven Madison Park durante a crise de 2008–09, antes que os dois negócios fossem formalmente separados.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Why Shake Shack and Eleven Madison Park Only Exist Because of Each Other Grub Street (New York Magazine) · grubstreet.com ·
  2. Shake Shack's rise from burger stand to billions Marketplace · marketplace.org ·
  3. Here's the Scrap of Paper That Launched the Billion Dollar Shake Shack Empire Eater · eater.com ·