A indústria da tipografia vale cerca de 13 milhões de dólares, mas os downloads ilegais e o uso não remunerado privam os designers de tipos do seu rendimento. Um deles, o fundador da Protype, Ibrahim Hamdi, um destacado tipógrafo árabe, foi diagnosticado com ceratocone e estava a perder a visão rapidamente; as suas fontes tinham sido descarregadas por muitos, mas nunca recebeu os lucros que poderiam ter financiado a sua cirurgia.

Lançar uma tipografia real, 'Zael, a Desaparecida', cujas letras perdem nitidez à medida que o seu criador perde a visão — tornando o custo da pirataria visível em cada carácter.

A Leo Burnett Middle East, com o parceiro de produção Prodigious, criou 'Zael, a Desaparecida': uma tipografia funcional cujas letras perdem nitidez ao ritmo da visão deteriorada de Hamdi. Ler a fonte torna-se a demonstração — cada vez que o tipo se degrada, o observador vê o que a pirataria tira à pessoa que o criou.

A fonte conquistou dois Ouros no Loeries 2024 (Design Crafts – Tipografia e Design Gráfico – Design Geral), além de outros prémios Loeries, um Bronze em Industry Craft no Cannes Lions 2024, um Ouro no MMA Smarties MENA 2025 para impacto social e um lugar no arquivo do D&AD — dando à indústria tipográfica um símbolo concreto de por que as fontes merecem ser pagas.

A indústria da tipografia é um negócio de cerca de 13 milhões de dólares, onde os downloads ilegais e o uso não remunerado privam os designers de tipos do seu rendimento. Um desses designers é Ibrahim Hamdi, um destacado tipógrafo árabe e fundador da fundição Protype, que foi diagnosticado com ceratocone — uma condição que estava a roubar-lhe rapidamente a visão.

As fontes de Hamdi tinham sido descarregadas por muitas pessoas, mas ele nunca recebeu os lucros que poderiam ter financiado a sua cirurgia. A Leo Burnett Middle East, com o parceiro de produção Prodigious, construiu uma campanha em torno dessa injustiça: uma tipografia real chamada 'Zael, a Desaparecida', cujas letras perdem nitidez exatamente como a visão do seu criador.

A fonte torna físico o crime abstrato da pirataria: cada vez que um leitor vê o tipo degradar-se, está a olhar para o que o uso não remunerado na indústria tira às pessoas que fazem letras. Os júris de craft responderam à ideia duas vezes — conquistou Ouros tanto em Tipografia como em Design Gráfico no Loeries 2024.

Também recebeu um Bronze em Industry Craft no Cannes Lions 2024, um Ouro no MMA Smarties MENA 2025 para impacto social e uma entrada no arquivo do D&AD — transformando a história de um designer num argumento duradouro a favor do pagamento por tipos.

A pirataria é invisível por natureza; uma fonte que se degrada visivelmente dá à perda uma forma que qualquer pessoa pode ver.

Usou o próprio produto — uma tipografia — como meio, de modo que a mensagem e o craft eram a mesma coisa.

Uma única história humana, a de um tipógrafo que perde a visão e o sustento, tornou concreto um problema sistémico da indústria.

Os prémios de craft honraram a ideia duas vezes, como tipografia e como design gráfico, provando que o conceito era o trabalho.

Um problema sistémico que ninguém sente torna-se urgente quando ganha um rosto humano: a pirataria de fontes é abstrata até se poder ver um tipógrafo perder a visão e o sustento ao mesmo tempo.

A Zael continuou a recolher reconhecimento após a sua corrida de 2024 — Ouros no Loeries, um Bronze no Cannes Lions, um Ouro no MMA Smarties MENA 2025 e uma entrada no arquivo do D&AD. Mais tarde tornou-se o tema de um estudo de caso de eficácia da WARC sobre pirataria de fontes na região EMEA, dando às fundições um exemplo partilhável e apoiado por prémios do que custa o tipo não remunerado.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Zael — D&AD Awards Archive D&AD · dandad.org
  2. Protype: Zael – The Disappearing Font WARC · warc.com ·
  3. Cannes Lions 2024: Middle East Draws Global Recognition Communicate Online · communicateonline.me ·
  4. #Loeries: All the winners, VW's Bridget Harpur named marketer of the year The Loeries · loeries.com ·