O House of Seafood queria uma máquina que chamasse a atenção em seu restaurante em Punggol e disse ter passado um mês planejando e projetando-a para que os caranguejos não fossem prejudicados.
A ideia
Uma máquina de garra abastecida com caranguejos vivos do Sri Lanka — $5 por jogada, tanque acolchoado, pinças amarradas, caranguejos novos a cada hora — como truque de marketing do restaurante em Punggol.
Introduzida em 13 de outubro de 2019 e considerada a primeira do tipo em Singapura: um tanque elevado e acolchoado para minimizar qualquer queda, apenas as pinças dos caranguejos amarradas, crustáceos substituídos a cada hora, $5 por tentativa.
Os vídeos viralizaram e provocaram indignação pública; a SPCA exigiu uma parada total e permanente, o AVS do National Parks Board abriu uma investigação, e o restaurante pausou a máquina, pediu desculpas, e apenas um caranguejo havia sido ganho por um cliente.
Contexto
Em outubro de 2019, o House of Seafood, um restaurante em Punggol, em Singapura, introduziu uma máquina de garra na qual os clientes podiam pegar seus próprios caranguejos vivos do Sri Lanka — considerada a primeira máquina do tipo no país, lançada em 13 de outubro a $5 por jogada. O restaurante disse que sua equipe levou um mês de planejamento para projetar a máquina de modo que não prejudicasse os caranguejos: o tanque de contenção era elevado e acolchoado para minimizar qualquer queda e impacto, apenas as pinças dos caranguejos eram amarradas, e os crustáceos eram substituídos por um novo lote a cada hora.
Levou dez dias para desmoronar. Vídeos da máquina viralizaram na quarta-feira, 23 de outubro, provocando indignação pública, e a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais) criticou o restaurante no Facebook por crueldade com os caranguejos, argumentando que a máquina poderia causar sofrimento e estresse desnecessários se os caranguejos fossem derrubados pela garra. No dia seguinte, o CEO Francis Ng pediu desculpas: "Não tínhamos a intenção de usar animais como brinquedos. Notamos muitas crianças no The Punggol Settlement e queríamos educá-las sobre a vida marinha." O restaurante disse que havia parado de usar a máquina temporariamente.
O recuo não encerrou o assunto. O CEO da SPCA, Jaipal Singh Gill, disse ao The Straits Times que a medida era insuficiente: "Agradecemos este esclarecimento e estamos muito felizes com esta notícia. No entanto, o que pedimos é uma parada total e permanente do uso desta máquina." Até então, o histórico comercial da máquina era de uma captura bem-sucedida — um único cliente havia ganhado um caranguejo, enquanto três ou quatro tentaram e falharam.
Animais vivos em uma máquina de jogo cruzaram uma linha para o público de Singapura, independentemente da engenharia de segurança por trás disso.
O vídeo viral eliminou qualquer controle sobre o contexto: a história do tanque acolchoado nunca competiu com o clipe de um caranguejo pendurado.
A escalada da SPCA para uma exigência de parada permanente e uma investigação do governo tornou o "temporário" insustentável.
Os próprios números da ação — um ganhador em dez dias — mostraram que a atenção veio da indignação, não do jogo.
Um truque que conquista atenção pode falhar na ética em um dia — teste a ação contra os valores do público antes que os vídeos viralizem, não depois.
Em 25 de outubro de 2019, a máquina estava fora de uso, o restaurante havia pedido desculpas no Facebook por "causar descontentamento público com seu truque", e a investigação do AVS estava aberta, com o público convidado a enviar evidências.
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As fontes
- Seafood restaurant in Punggol stops using live crab claw machine after public outcry The Straits Times · straitstimes.com ·