A revista The Paris Review mudou sua experiência física de leitura em vez de tratar a capa como um exercício isolado de logotipo. O relato da Pentagram situa o relançamento na edição de inverno de 2021, liderado por Matt Willey com a editora Emily Stokes e a diretora de arte Na Kim. O anúncio de Stokes em 8 de dezembro de 2021 confirma a nova edição de inverno. A data de 2022 pertence ao registro do arquivo da D&AD, não ao lançamento original. [1][2][3]

A equipe reduziu o formato e usou papel de tom mais quente e texturizado. Mover as informações dos colaboradores e a identificação da edição para a lombada liberou a capa para a arte e ajudou a distinguir as edições quando guardadas na estante. A marca tipográfica mudou para Founders Grotesk, enquanto edições arquivadas do final dos anos 1960 e início dos anos 1970 forneceram referências para uma composição menos carregada. [1]

Essas escolhas contemplam momentos diferentes: carregar uma edição, mantê-la aberta, encontrar a capa e localizá-la novamente entre os exemplares guardados. Nossa interpretação é que a coerência vem de projetar esses momentos em conjunto, em vez de acrescentar o mesmo estilo decorativo em todos os lugares.

O designer, o cliente e o arquivo de prêmios corroboram um redesenho físico e suas qualidades semelhantes a um livro. O cliente descreve a edição de inverno de 2021 como um retorno a aspectos de edições anteriores, e a D&AD lista o projeto em sua categoria de design de revista e jornal de 2022. [1][2][3]

Isso estabelece o que mudou e quando. Não mede se os leitores terminaram mais artigos, renovaram assinaturas com mais frequência ou ficaram mais dispostos a pagar.

Os relatos citados não oferecem comparação controlada de tempo de leitura, conclusão, vendas ou taxas de renovação. Um prêmio de design ou o benefício pretendido por um designer não é um resultado comercial medido. Essas fontes tampouco estabelecem que todos os aspectos editoriais ou operacionais permaneceram intactos.

A hipótese útil é mais restrita: um formato físico pode reduzir o atrito entre leitura e armazenamento. Para saber se essa hipótese se sustenta em outra publicação, é preciso observar seus leitores reais e suas condições de distribuição.

Use essa abordagem quando uma publicação se destina a ser lida com profundidade e revisitada. Comece por onde ela é carregada, como é segurada e como uma edição antiga é localizada. Manter a capa contida é uma resposta possível, não uma regra de que todas as publicações devam se tornar minimalistas.

Há compensações. Páginas menores podem limitar imagens e tipografia; mover informações para a lombada pode ajudar em uma estante, mas fazer menos por uma exposição plana. Essas são considerações de design propostas, não falhas documentadas deste projeto.

Teste uma sequência completa com leitores representativos: pegar uma edição, encontrar uma contribuição, ler um trecho substancial e localizar a mesma edição mais tarde. Registre confusões observadas ou dificuldades de manuseio antes de pedir opiniões estéticas.

Para uma publicação digital, teste as tarefas análogas: entrar a partir de uma busca, entender o escopo do artigo, retomar após uma interrupção e encontrar um trecho lido anteriormente. Preserve tipografia legível, hierarquia clara e acesso às fontes originais. Aproveite a atenção ao comportamento de leitura, não uma textura de papel ou tipografia isoladamente. Essas são sugestões de avaliação, não experimentos relatados pela The Paris Review.

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As fontes

  1. The Paris Review — project account Pentagram · pentagram.com
  2. 238 Announcement The Paris Review · theparisreview.org ·
  3. The Paris Review — awards archive D&AD · dandad.org