Após um intervalo de 16 anos, o álbum de retorno do The Cure foi recebido com ampla aclamação; Vella, designer da banda há mais de 40 anos, precisava marcar uma nova era sem romper a continuidade visual do grupo.
A ideia
Fazer flutuar uma escultura de 1975 no espaço negro como capa e, em seguida, esconder o álbum: letras visíveis apenas sob luz UV, tinta que revela a cabeça quando aquecida, projeções em torres.
Um novo logotipo tipográfico serifado e desgastado, 'Cureation'; a escultura Bagatelle recriada em movimento com Ben Parker para o site e os vídeos com letras; vinil limitado em tinta termográfica; vinil ecológico e mercadoria eco; displays de teaser com letras ocultas sob UV e um pôster do lado de fora do pub em Crawley onde a banda fez seu primeiro show.
O álbum foi 'recebido com ampla aclamação'; dentro de uma semana após a instalação do pôster em Crawley, alguém quebrou a vitrine de vidro que o continha para roubá-lo, e projeções anamórficas da escultura foram exibidas em prédios ao redor do mundo, incluindo a Blackpool Tower.
Contexto
Em uma entrevista à Creative Review publicada em 4 de novembro de 2024, o designer gráfico Andy Vella — colaborador do The Cure há mais de 40 anos — detalhou a arte de Songs of a Lost World, o primeiro álbum de estúdio da banda em 16 anos. Como em todos os álbuns do Cure, Vella criou um novo logotipo tipográfico: 'Cureation', uma serifa desgastada e tátil, desenhada após ouvir a nova música na turnê da banda em 2022, sobre a qual ele e Robert Smith concordaram que tinha 'uma sofisticação sombria' com 'certa ludicidade na tipografia'.
Para a capa, Smith sugeriu a escultura Bagatelle, de 1975, de Janez Pirnat; Vella a imaginou 'flutuando no espaço, quase como uma relíquia distante de um tempo esquecido'. A escultura então ganhou movimento: Vella trabalhou com o colega Ben Parker para animá-la no site do álbum e nos vídeos com letras, e projeções anamórficas dela foram exibidas em prédios ao redor do mundo, incluindo a Blackpool Tower, na cidade natal de Smith. Os formatos iam do digital ao cassete até uma edição limitada em tinta termográfica — a cabeça da escultura aparece quando aquecida — em vinil ecológico com 'mercadoria eco'.
Os teasers escondiam o álbum à vista de todos: displays externos em cidades ao redor do mundo mostravam a data de lançamento e as iniciais do título, com as letras restantes visíveis apenas sob luz UV, e um pôster tipográfico ficou do lado de fora do pub The Railway em Crawley, onde a banda fez seu primeiro show. 'Dentro de uma semana após a instalação do pôster, alguém quebrou a vitrine de vidro que o continha para roubá-lo!', disse Vella. Ele recordou fãs comentando que o álbum 'também parece o Cure clássico, o que é simplesmente imenso'.
Cada era do Cure é definida por seu logotipo tipográfico, então a identidade do álbum carregava o peso de anunciar o retorno da banda após 16 anos.
O ocultamento fez o marketing: letras escondidas sob UV e tinta revelada pelo calor deram aos fãs algo para descobrir e compartilhar antes do lançamento.
Os locais e objetos foram escolhidos pela biografia — o pub do primeiro show, a torre da cidade natal de Smith — transformando o posicionamento em narrativa.
A arte do retorno de uma banda de longa trajetória funciona por continuidade mais uma camada oculta — faça os fãs descobrirem o design, e a descoberta se torna a campanha.
Songs of a Lost World foi lançado com ampla aclamação, elogiado como 'poderoso, dotado de uma beleza sombria e frequentemente comovente'; Vella disse que a resposta 'definitivamente ressoou enormemente' e que o disco estava entrando para a história como o Cure clássico em som e visual.
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As fontes
- Designing The Cure's new album art Creative Review · creativereview.co.uk ·