O negócio da Marvel dependia da venda de quadrinhos avulsos e de reedições, enquanto seus fãs já estavam na internet. As edições antigas ficavam presas às versões impressas e às coletâneas de reedição, sem um grande arquivo digital legal onde lê-las.

Vender quadrinhos como um cartão de biblioteca: uma mensalidade única libera milhares de edições antigas digitalizadas, transmitidas por streaming no navegador — assinatura em vez de reedições por edição.

A Marvel lançou o Marvel Digital Comics Unlimited em novembro de 2007: 2.500 edições antigas remasterizadas e recolorizadas — da primeira Amazing Spider-Man a Astonishing X-Men — transmitidas por streaming no navegador via Flash, com pelo menos 20 novos títulos adicionados por semana. Um compromisso de um ano custava US$ 4,99 por mês (US$ 9,99 no mês a mês), 250 edições eram gratuitas para amostra, e os quadrinhos novos apareciam seis meses após o lançamento impresso.

O arquivo deu aos fãs um lar legal e pesquisável para o catálogo antigo — pesquisável por personagem, roteirista ou título — e fez da assinatura, e não da compra por edição, a forma de ler quadrinhos antigos. O presidente da Marvel chamou a medida de passo lógico, porque a base de fãs já estava online.

Em novembro de 2007, a Marvel lançou o Marvel Digital Comics Unlimited, o primeiro grande arquivo digital por assinatura de uma editora de quadrinhos de destaque. Por US$ 4,99 ao mês em um compromisso de um ano — ou US$ 9,99 no mês a mês — os assinantes podiam ler 2.500 edições antigas no navegador, dos primeiros tempos de The Amazing Spider-Man e The X-Men a séries mais recentes como Astonishing X-Men.

O arquivo foi criado para parecer uma biblioteca, não uma loja: os quadrinhos eram remasterizados e recolorizados para a tela, pesquisáveis por personagem, roteirista, desenhista, título ou data de publicação, com os leitores podendo montar listas de leitura compartilhadas. O serviço adicionava pelo menos 20 títulos por semana, mantinha as edições mais novas fora do serviço por seis meses e transmitia por streaming em vez de baixar — assim, nada saía do controle da Marvel.

O presidente da Marvel Publishing, Dan Buckley, disse à Reuters que a decisão foi deliberada: a base de fãs já estava na internet, então um arquivo online era um passo lógico — "uma nova e importante parte do meu plano geral de publicação". 250 edições de amostra gratuitas davam aos visitantes uma prova, e o modelo de assinatura convertia cem anos de acervo impresso em um produto digital recorrente.

Uma mensalidade fixa combinava com a leitura casual: os fãs pagavam pelo acesso a milhares de edições em vez de comprar cada quadrinho, então o arquivo se tornou uma assinatura, não uma loja.

O streaming no navegador sem downloads mantinha o conteúdo sob o controle da Marvel.

O atraso de seis meses e as 250 amostras gratuitas transformaram o arquivo em um funil para os títulos atuais, em vez de um substituto para eles.

A remasterização e a recolorização fizeram 2.500 edições antigas parecerem novas, convertendo acervo armazenado em um serviço.

Um catálogo antigo só é um ativo se alguém puder alcançá-lo: transformar décadas de acervo impresso em uma assinatura para ler à vontade cria um produto recorrente a partir de conteúdo que já havia sido produzido.

O serviço continuou crescendo cerca de 20 títulos por semana e sobreviveu aos céticos iniciais; mais tarde, foi rebatizado de Marvel Unlimited. Hoje o próprio site da Marvel anuncia mais de 30.000 quadrinhos no mesmo plano de ler à vontade — US$ 9,99 ao mês ou US$ 69 ao ano — com novas edições chegando três meses após as bancas, além de downloads e leitura offline. O que começou como 2.500 edições antigas transmitidas por streaming tornou-se a forma padrão dos quadrinhos digitais.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Marvel Comics offers digital archive subscriptions Macworld · macworld.com ·
  2. Marvel muestra bajo suscripción 2.500 cómics digitalizados en Internet El Mundo · elmundo.es ·
  3. Marvel Unlimited — over 30,000 comics Marvel · marvel.com