Teng Wen Wee, do Lo & Behold Group, viu um raro prédio escolar de 1969 do pós-independência — a preservação em Singapura costuma mirar o acervo da era colonial — e queria algo liderado pela comunidade e pelo design.

Um shopping alternativo dentro de uma escola de 1969: fundadores locais combinados com dez estúdios de design de Singapura, de modo que cada unidade comercial é, ela própria, uma obra projetada.

A estrutura de inspiração corbusiana foi mantida e os fundadores foram 'combinados' com dez estúdios de Singapura: o Open Studio restaurou o salão da escola, o Nice Projects fez o Bar Bon Funk e o The Coconut Club, o Parable revestiu o Parlour com azulejos feitos à mão, e a identidade visual do Somma veio da equipe interna do Lo & Behold.

95% das marcas, artesãos e criativos do New Bahru têm base em Singapura, e o enclave rapidamente se tornou o 'shopping' alternativo que faltava à comunidade criativa da cidade, com sua ala Factory recém-inaugurada.

O New Bahru é um prédio escolar de três andares, cor-de-rosa, de inspiração corbusiana, de 1969 — do pós-independência, não colonial — que o Lo & Behold Group regenerou num polo criativo de inquilinos de artigos para o lar, papelaria, moda, gastronomia e bem-estar. O fundador Teng Wen Wee afirmou que prédios dessa época são cada vez mais raros em Singapura, onde o edifício médio morre aos 33 anos e shoppings como o JCube e o Bedok Point foram demolidos após 11.

O sistema é a ideia. Dez dos estúdios mais fortes de Singapura foram primeiro apresentados à estrutura nua do prédio, informados sobre seu tom e sua missão, e então 'combinados' com fundadores — nas palavras de Teng, 'juntando os empreendedores aos designers certos e apoiando a construção do ecossistema'. Noventa e cinco por cento dos inquilinos têm base em Singapura, o que era o objetivo: dar aos fundadores locais o ecossistema — designers, público, localização — que eles normalmente precisam construir sozinhos num mercado pequeno, onde formados em arte e design ganham menos da metade dos melhores programas.

A combinação aparece unidade por unidade. O Open Studio restaurou o antigo salão da escola à sua glória de outrora; o Nice Projects deu ao bar de coquetéis Bar Bon Funk caixas de luz ilustradas e ao restaurante The Coconut Club rattan e bambu curvado; o estúdio Parable revestiu a sorveteria Parlour com azulejos cerâmicos feitos à mão e vitrais de inspiração gaudiana; a antiga biblioteca virou o Somma, com identidade visual da equipe interna do Lo & Behold; a Woods in the Books vende livros ilustrados sob os murais de Mike Foo; e os artigos para o lar da Stacked Store ficam em prateleiras de andaime que rolam sobre rodas.

Numa cidade de shoppings idênticos e vida útil de 33 anos para os prédios, manter intacta uma escola de 1969 do pós-independência é, por si só, uma posição contra o padrão.

Dez estúdios foram informados sobre o prédio inteiro antes de serem combinados com fundadores, de modo que arquitetura, marcas e interiores compartilham um único ecossistema.

A cota de 95% local transforma a curadoria do varejo em construção de ecossistema para um mercado pequeno, onde formados em arte e design ganham menos da metade dos melhores programas.

Um lugar pode ser o produto: curar quem vende ao lado de quem, e projetar cada unidade, faz do próprio espaço a obra criativa.

A reportagem da It's Nice That de outubro de 2026 descreve o New Bahru como tendo rapidamente se tornado o 'shopping' alternativo que a comunidade criativa de Singapura esperava, com a ala Factory — onde fica a loja de artigos para o lar Stacked Store — recém-inaugurada. A livraria de livros ilustrados Woods in the Books relata que a resposta tem sido extremamente positiva, superando o preconceito de que livros ilustrados são só para crianças, ainda que seus fundadores observem que tem sido difícil mudar essa percepção.

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As fontes

  1. Inside New Bahru: The 1960s Singapore high school turned creative business incubator, where design is the priority It's Nice That · itsnicethat.com ·