A Panter&Tourron projetou para a Lehni, uma oficina suíça de alumínio fundada em 1922 cujos produtos simples, montados com parafusos, incluem a estante de Andreas Christen, de 1964; o estúdio estendeu esse raciocínio de gesto único da chapa ao tubo e da estante à luz.
A ideia
Cortar um único tubo de alumínio extrudado ao meio no sentido do comprimento, virar uma das metades e reuni-las novamente em torno de um LED dimerizável — a costura aberta torna-se uma linha de luz de dois metros.
A Hall estreou na Semana de Design de Milão de 2026 como edição limitada, com a empresa de tecnologia de superfícies BWB e a Profiler Special Projects, com seus tubos anodizados em gradientes de cor verticais na Capsule Plaza e no Spazio Vento. Para a coleção própria da Lehni, os gradientes deram lugar ao transparente, ao preto e ao preto avermelhado; desenvolvida e produzida com a From Lighting, a lâmpada de 200 cm apoia-se numa base redonda de 30 cm, com LED dimerizável de aproximadamente 2700 K e índice de reprodução de cor acima de 90.
Não foram divulgados números de vendas. A Hall juntou-se ao pequeno grupo de lâmpadas da Lehni após a estreia na Semana de Design de Milão de 2026, ampliando uma linhagem que vai da estante de Christen, presente no catálogo desde 1970, até a iluminação.
Contexto
A Hall, uma lâmpada de piso do estúdio lausannense Panter&Tourron para a fabricante suíça de alumínio Lehni, parte do mais simples dos produtos industriais: um único tubo de alumínio extrudado, do tipo que emoldura janelas e delimita vitrines sem chamar atenção. O tubo é cortado ao meio ao longo do comprimento, uma das metades é virada e as duas são reunidas novamente em torno de uma fita de LED rígida. Onde antes as bordas se encontravam, há agora uma costura estreita e contínua de luz com dois metros de altura — a construção não está escondida atrás do efeito, ela é o efeito.
Os dois processos por trás da lâmpada são mais antigos do que parecem: a extrusão remonta a uma patente de 1797, e a cor vem da anodização, usada industrialmente pela primeira vez em 1923, que tinge a própria camada de óxido em vez de aplicar um revestimento por cima. A contenção tem linhagem. A Lehni fabrica a estante de alumínio dobrado de Andreas Christen desde 1970, Donald Judd teve seus próprios móveis feitos pela empresa a partir de 1984, e a Hall aplica o mesmo passo único e decisivo — aqui, o corte — à luz. Os designers Stefano Panterotto e Alexis Tourron se conheceram na ECAL, em Lausanne, e ali fundaram o estúdio em 2016.
Na Semana de Design de Milão de 2026, a Hall apareceu como edição limitada desenvolvida com a BWB e apresentada pela Profiler Special Projects, parte da exposição suíça Shared Matter, com tubos anodizados em gradientes de cor verticais que trouxeram o trabalho de superfícies arquitetônicas da BWB para a escala do objeto. Para a coleção própria da Lehni, a lâmpada é mais discreta — três acabamentos uniformes — e foi desenvolvida e produzida com a empresa italiana de iluminação From Lighting; seu LED quente dimerizável faz dela uma luz de trabalho, não apenas um objeto.
Um único gesto carrega todo o design: cortar, virar, reunir — nada mais é acrescentado e nada é disfarçado.
O material é usado em seu estado industrial mais simples, mantendo a lâmpada em continuidade com o catálogo da Lehni, em vez de um afastamento dele.
A lâmpada permanece funcional, não escultural: a costura existe para dar luz, com um LED quente dimerizável e índice de reprodução de cor acima de 90.
Um gesto preciso sobre o mais simples dos materiais industriais pode carregar um design inteiro: o corte não está escondido atrás do efeito — o corte é o efeito.
A Lehni acrescentou a Hall à sua coleção em acabamentos mais discretos e uniformes após a estreia milanesa com gradientes, com desenvolvimento e produção realizados ao lado da From Lighting. Não foram divulgados resultados comerciais.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Lehni Hall Lamp by Panter&Tourron: Aluminium Turned to Light industrialkonzept · industrialkonzept.com ·