Para a campanha 'Não viajar custa caro', a Buser precisava vender o conforto da viagem intermunicipal de ônibus enquanto o discurso habitual do setor gira em torno do preço da passagem.

Um telejornal fictício de humor seco em que Tramontina lê notícias absurdas sobre conforto em ônibus com a seriedade de um âncora — cada boletim termina com 'Todo mundo merece viajar gostoso'.

O programa se desenrola em formatos que imitam a grade de uma emissora: pílulas de notícias, 'Giro de Notícias', 'Notícias Literais', um boletim diário de histórias e até uma previsão do tempo com Tramontina como homem do tempo, veiculados como reels no @buser.

Nenhum número de vendas ou de mídia foi divulgado; ao contratar o próprio protagonista do meme — que aceitou rir de si mesmo, como contou a gerente de marketing da Buser à GKPB —, a marca transformou um momento da internet em ativo de marca.

Em 30 de setembro de 2026, a plataforma brasileira de viagens intermunicipais Buser lançou a campanha 'Não viajar custa caro', estrelada pelo jornalista Carlos Tramontina como seu primeiro porta-voz de marca, apresentando um telejornal fictício chamado 'Seis e Buser'. A referência é o meme 'seis e ônibus', criado pelo próprio Tramontina e apontado pela GKPB como um dos mais conhecidos da internet brasileira.

No formato, Tramontina entrega notícias absurdas sobre conforto em ônibus com sua habitual seriedade de âncora: uma passageira que pede uma poltrona reclinável no próprio casamento, um homem que dorme três dias seguidos depois de visitar a família fora da cidade, um ônibus 'anticonforto' flagrado descansando a bordo de um ônibus da Buser. Todo boletim se encerra com 'Todo mundo merece viajar gostoso'.

A moldura de telejornal faz um trabalho prático: sustenta muitas peças curtas e recorrentes (pílulas de notícias, 'Giro de Notícias', 'Notícias Literais', boletins diários de histórias, uma previsão do tempo) em vez de um único filme que some em uma semana. Sob o humor está o argumento de negócio — a campanha troca o discurso habitual do setor sobre o preço da passagem pelo custo de ficar em casa: a reunião que não aconteceu, o descanso que não veio.

O meme já associava a credibilidade de âncora de Tramontina a ônibus, então contratar seu protagonista converte uma associação cultural existente em vez de alugar uma.

A piada só funciona se manchetes absurdas forem lidas com a cara de uma previsão do tempo — a credibilidade construída ao longo de décadas de telejornalismo é o motor cômico.

Um telejornal é um formato repetível, o que resolve o problema prático das marcas de sustentar conteúdo social além de um único filme viral.

Não pegue o meme emprestado — contrate seu dono: uma piada funciona quando quem é motivo de riso está dentro dela, e a moldura de telejornal sustenta muitas peças recorrentes em vez de um único filme viral.

As peças circulam nos canais sociais da Buser como reels no @buser; nem Meio & Mensagem nem GKPB nomearam a agência responsável. A gerente de marketing da Buser, Luiza Guimarães, disse à GKPB que a marca queria brincar com a história havia um tempo e o formato de telejornal finalmente fez sentido.

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As fontes

  1. Buser chama Carlos Tramontina para apresentar o 'Seis e Buser' e transforma o meme em telejornal Só uma artezinha (Duocom) · duocom.com.br ·