Sem briefing de cliente: Hugues Bruyère, diretor de inovação da Dpt., queria ver como a IA generativa se comporta como um meio tátil e responsivo.

Uma câmera observa papel, argila e suas mãos; um pipeline de difusão imagem-para-imagem os repinta ao vivo — o toque é o prompt.

Papel, argila e objetos do cotidiano dispostos diante de uma câmera alimentam um pipeline imagem-para-imagem do SDXL Turbo; cada gesto retorna uma resposta visual instantânea. A pesquisa cresceu e deu origem a Art Morph, no Museu de Arte de Cleveland, e a The Latent Space, no SFMOMA.

Art Morph permite que visitantes de Cleveland transformem tecido e objetos em obras de arte inspiradas na coleção Open Access do museu; The Latent Space (novembro de 2025) foi uma performance ao vivo no SFMOMA com o fotógrafo Alejandro Cartagena sobre a casa própria e o viés dos dados de treinamento.

A Dpt., um estúdio de design experiencial, conduz o Hands-on Hallucinations, um projeto de P&D aberto liderado pelo diretor de inovação Hugues Bruyère. Em vez de provocar a IA generativa com palavras, ele dispunha papel, argila e objetos diante de uma câmera conectada a um pipeline imagem-para-imagem do SDXL Turbo: cada gesto produzia uma resposta visual instantânea, tornando o modelo um meio tátil e responsivo, e não uma ferramenta de prompt de texto.

A exploração virou Art Morph no Museu de Arte de Cleveland: na galeria ArtLens reimaginada — 21 novas experiências que o museu criou com a Design I/O, com a Dpt. colaborando em duas instalações —, os visitantes colocam tecido, papel ou objetos em uma plataforma e veem a IA transformá-los em tempo real em obras inspiradas na coleção Open Access do museu. Os materiais são renovados regularmente para que a instalação continue evoluindo.

O segundo desdobramento, The Latent Space (novembro de 2025), foi projetado ao vivo no SFMOMA: Bruyère colaborou com o fotógrafo mexicano Alejandro Cartagena na pergunta "como é sonhar com uma casa?", treinando LoRAs personalizados com as fotografias de Cartagena de casas e subúrbios enquanto os visitantes manuseavam objetos que conduziam as imagens — uma obra sobre o viés de representação nos dados de treinamento e o ideal contemporâneo mexicano de casa própria.

Substituiu o prompt de texto por gesto e material, fazendo o modelo responder como um meio físico

As aplicações museológicas vieram depois, produtos de uma pesquisa aberta e deliberada

Art Morph vincula sua produção às próprias imagens Open Access do museu, de modo que a brincadeira permanece baseada na coleção

The Latent Space usou a mesma base para questionar o viés dos dados de treinamento, e não apenas entreter

P&D aberto, sem aplicação em mente, pode ser a estratégia — a mesma exploração virou duas encomendas museológicas muito diferentes.

A Dpt. diz que o Hands-on Hallucinations continua, explorando novos modelos, interações e formatos de saída; o estúdio enquadra os dois projetos museológicos como prova de que P&D sem alvo definido deixa você com conhecimento e ferramentas prontos quando a instituição certa aparece.

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As fontes

  1. Dpt. | Hands-on Hallucinations research Blooloop · blooloop.com ·