Dar a uma peça rígida de infraestrutura rodoviária um elemento central de base cultural que fosse legível em todas as redes que usam o entroncamento — rodovia, metrô, aviação, ciclismo e pedestres.
A ideia
Uma escultura lenticular de 30 metros inspirada na história do "Grande Emu no Céu" do povo Dharug, instalada onde rodovia, metrô, aviação e circulação de pedestres se cruzam.
A Balarinji cocriou a obra com os artistas ligados ao povo Dharug Danny Eastwood, Jamie Eastwood, Danielle Mate, Jasmine Seymour e Leanne Watson, concebida pelo artista principal Tim Moriarty segundo o método Designing with Country do estúdio. Uma estrutura de 372 toneladas sustenta a obra lenticular que retrata Mariong, o Emu e o Espírito Materno, tornando-se uma constelação na Via Láctea.
Ouro na categoria Instalação em Ambiente Construído no Australian Good Design Awards de 2026 e Ouro na categoria Pop-Ups, Display, Exhibit & Set Design no Sydney Design Awards de 2026.
Contexto
No cruzamento da M12 Motorway com o Western Sydney International Airport, a Transport for NSW encomendou uma obra de arte pública de 30 metros inspirada na história Dharug de Mariong — o Emu e o Espírito Materno tornando-se uma constelação na Via Láctea. A peça é lenticular, de modo que sua forma muda conforme o ângulo do observador, e é visível simultaneamente a partir das redes rodoviária, metroviária, aeroportuária, cicloviária e de pedestres: uma escultura que precisa funcionar a 100 km/h e no ritmo de caminhada.
O Balarinji Studio curou e cocriou a obra com cinco artistas ligados ao povo Dharug — Danny Eastwood, Jamie Eastwood, Danielle Mate, Jasmine Seymour e Leanne Watson —, concebida pelo artista principal da Balarinji, Tim Moriarty, e realizada por meio da metodologia Designing with Country do estúdio, que coloca os detentores do conhecimento aborígene dentro do processo de design em vez de consultá-los depois. A escultura repousa sobre uma estrutura de 372 toneladas.
Em 2026, a obra conquistou Ouro na categoria Instalação em Ambiente Construído no Australian Good Design Awards — onde o júri destacou o contraste entre a infraestrutura rígida e a forma orgânica da escultura, além da colaboração com os Detentores de Conhecimento locais — e Ouro na categoria Pop-Ups, Display, Exhibit & Set Design no Sydney Design Awards.
O entroncamento é o ponto de encontro de cinco redes de transporte, por isso a obra foi concebida para recompensar tanto os vislumbres em velocidade de rodovia quanto a leitura lenta dos pedestres — a forma lenticular atende a ambos.
O Designing with Country fez dos Detentores de Conhecimento Dharug cocriadores em vez de consultores, de modo que a história cultural é estrutural no design, e não um revestimento decorativo.
A forma orgânica do emu contrasta diretamente com a engenharia rígida do local; o júri do Good Design Awards citou exatamente esse contraste como o que faz a peça funcionar.
Ancorar a obra em uma história Dharug específica dá aos passageiros uma narrativa à qual retornar, e não apenas um padrão abstrato.
A infraestrutura pode carregar história sem perder função: cocriar com os Guardiões Tradicionais transformou um entroncamento de concreto em um lugar que as pessoas leem, e não apenas atravessam.
Ambos os prêmios Ouro chegaram em 2026: o Australian Good Design Awards (Instalação em Ambiente Construído) e o Sydney Design Awards (Pop-Ups, Display, Exhibit & Set Design). A cofundadora e diretora-gerente da Balarinji, Ros Moriarty, enquadrou o reconhecimento como evidência de que as narrativas aborígenes pertencem ao ambiente construído, e o artista Ngemba-Dharug Jamie Eastwood disse que a peça convida toda a comunidade para a riqueza da história Dharug, todos os dias, no caminho para o aeroporto.
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As fontes
- Great Emu artwork recognised with design awards Infrastructure Magazine Australia · infrastructuremagazine.com.au ·