Uma experiência noturna interativa para a Queen Square, convidando os visitantes a refletir sobre sua relação com o mundo natural, já que se deslocar pelos ambientes está intrinsecamente ligado à produção de CO2.

Um zootrópio moderno em que sua velocidade de movimento — caminhando, de patinete, pedalando, dirigindo — molda árvores feitas de luz, fazendo os 'pulmões' da cidade respirar visivelmente.

Os visitantes esculpiam árvores com luz por meio de seus próprios movimentos, com a instalação respondendo às muitas velocidades que definem a cidade moderna; a mostra ocorreu de 5 a 6 de julho de 2023 na Queen Square, no âmbito do Playable City Sandbox, parte do programa MyWorld IDEAS, financiado pelo Strength in Places Fund do UK Research and Innovation.

Não há números de público na fonte; o protótipo ampliou o programa Playable City do Watershed — iniciado em 2012 — para a arte pública responsiva ao movimento.

O Zoomscape reimagina o zootrópio clássico — o tambor giratório que anima imagens estáticas — para traduzir as muitas formas como nos movemos pelas cidades em uma experiência visual interativa. Criado pelo artista londrino Jack Wates, cuja prática se concentra em instalações 'performativas' que evoluem em resposta à interação, e pelo tecnólogo criativo Thomas Blackburn, seu colaborador em encomendas do Brighton Digital Festival e do Light Night Liverpool, o trabalho convidava os visitantes da Queen Square a esculpir árvores com luz por meio de seus próprios movimentos.

A instalação respondia às muitas velocidades de movimento que definem a cidade moderna — pedestres e patinetes, ciclistas e carros — trazendo forma, cor e movimento às árvores à noite. O enquadramento é ecológico: o deslocamento pelos nossos ambientes está intrinsecamente ligado à produção de CO2, e aqui as árvores urbanas, 'os pulmões da cidade', podiam parecer respirar. Celebrando as árvores como esculturas vivas ativamente transformadas pelos nossos movimentos, o trabalho nos convida a refletir sobre nossa relação com o mundo natural.

O Zoomscape foi construído dentro do Playable City Sandbox 2023, o programa de P&D criativo do Watershed que oferece aos participantes três meses de desenvolvimento rápido facilitado para transformar uma ideia experimental em um protótipo funcional. Fez parte do programa MyWorld IDEAS, financiado pelo Strength in Places Fund do UK Research and Innovation para estabelecer o Oeste da Inglaterra como um centro global de excelência em tecnologia criativa — em Bristol, o lugar mais lúdico do Reino Unido, onde o Playable City começou em 2012.

O zootrópio é o ancestral certo: uma máquina que você alimenta com movimento, renascida como uma máquina que reage a como a cidade se move.

A velocidade se torna a interface — caminhantes, patinetes, ciclistas e motoristas esculpem cada um uma luz diferente, de modo que a obra mapeia a mistura real de energia da rua.

O ponto ecológico permanece lúdico: árvores que respiram visivelmente sob o seu movimento tornam os trade-offs de CO2 tangíveis sem uma palestra.

A arte de dados funciona quando a metáfora é conquistada: o movimento produz CO2, então o movimento animando os 'pulmões' da cidade torna o trade-off visível.

O Zoomscape foi apresentado de 5 a 6 de julho de 2023 na Queen Square como um protótipo do Sandbox, com ambos os criadores continuando práticas que abrangem arte em espaço público, instalação multissensorial e tecnologia criativa.

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As fontes

  1. Playable City Sandbox: Zoomscape Zoetrope Playable City (Watershed) · playablecity.com