'Unko' pode despertar riso, nojo e memórias de infância ao mesmo tempo, e a premissa da exposição é que a liberdade de expressão está em quão a sério você se dedica a algo bobo — por isso nenhuma visão única deveria ser dona da galeria.
A ideia
Um tema, quatro semanas, quatro equipes: a exposição inteira é reconstruída a cada semana, à medida que designers, voluntários da KAYAC, um artista de rua e uma ilustradora passam o bastão.
A WOO ficou com a primeira semana. Na segunda semana, voluntários da KAYAC construíram um mundo de tela de videogame em rosa, amarelo e azul-claro, com um cocô em pixel art, um botão Start e teclas em hiragana formando u-n-ko; na terceira semana, UNCORIN respondeu em duas cores com um close encarando o espectador em estilo gekiga; na quarta semana, o 'Nchi, o cocô mais fofo do mundo', todo laranja, de Ikura Inoue, ancora os dias finais. O livro de bolso 'UNKO B UNKO' (selo DOKU) foi vendido durante a temporada, e a noite de encerramento trouxe uma conversa com o diretor criativo do Unko Museum, Akihito Abe, e o dono do pub musical Banban, em Ayase, encerrando com sua canção 'Unko Banban.'
O próprio formato faz o ponto curatorial — 'não existe um único tipo de cocô': cocôs fofos, cocôs filosóficos, cocôs projetados —, já que um cocô completamente diferente aparece a cada semana. Nenhum número de público está registrado no material.
Contexto
UNKO OF UNKO é uma exposição coletiva de um mês realizada no oasis, a galeria dentro do Ayacenter Guruguru, um centro comunitário sob os trilhos elevados perto da Estação Ayase, no distrito de Adachi, em Tóquio. Quatro equipes — a empresa de design WOO Inc., funcionários voluntários da KAYAC Inc., o artista de rua UNCORIN e a ilustradora Ikura Inoue — cada uma ficou cerca de uma semana, passando o bastão com a exposição inteira trocada a cada vez.
As passagens semanais produzem mundos deliberadamente opostos. A WOO abriu o revezamento; os voluntários da KAYAC responderam com uma tela de videogame embalada em rosa, amarelo e azul-claro — personagem de cocô em pixel art, botão Start, teclas em hiragana alinhadas para formar u-n-ko; a semana de UNCORIN comprimiu tudo em vermelho e verde-azulado, uma figura esculpida gigante encarando o espectador sob um logotipo em katakana com letras em estilo gekiga áspero; a semana final pertence ao Unchi no Nchi de Ikura Inoue — todo laranja, figuras tridimensionais do 'cocô mais fofo do mundo', uma delas montada em uma boia em forma de pato.
A exposição encerrou com uma noite de conversa e apresentação ao vivo somente para quem reservou, no PARK, o espaço de eventos da instalação: o diretor criativo da KAYAC, Akihito Abe, cujos projetos incluem o Unko Museum, juntou-se ao dono do Banban — um pub musical que se autodenomina o mais barato do Japão e é creditado como colaborador especial —, com o responsável da WOO na mediação e o dono do pub apresentando sua canção original 'Unko Banban.'
O formato de revezamento operacionaliza a tese da exposição — 'não existe um único tipo de cocô' — ao fazer de cada semana a resposta de um autor totalmente diferente ao mesmo tema.
Dedicar-se por completo a um assunto bobo é apresentado como o ponto: a exposição trata a seriedade do ofício, não a ironia, como o caminho para a liberdade expressiva.
Ancorar a exposição em Ayase — com um pub musical local como colaborador e uma conversa gratuita, por ordem de chegada — liga a arte ao centro comunitário sob os trilhos, e não a um circuito de museus.
Um revezamento supera uma mesa-redonda: passar um tema bobo entre quatro equipes, cada uma reconstruindo do zero, produz quatro mundos coerentes que nenhum comitê conseguiria projetar.
A semana final seguiu até sua conversa de encerramento e apresentação ao vivo; uma coletânea de bolso das obras da exposição, 'UNKO B UNKO,' foi publicada pelo selo DOKU durante a temporada. O material não registra números de público nem planos de itinerância.
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As fontes
- Tokyo Poop Art Relay UNKO OF UNKO: Final Week, Talk Oct 9 RAW JAPAN · rawjpn.com ·