Terceira participação de Rick Hudson na CASACOR Brasília; o briefing celebrava o artesanato brasileiro como identidade, ecoando sambas-enredo como Brasil Feito à Mão… do Barro ao Carnaval (1992).
A ideia
Uma casa de 100 m² em que a loja do Sebrae e uma residência dividem um mesmo espaço: ambientes carnaval-maximalistas colocam cadeiras, espelhos e luminárias de designers regionais em contextos reais de uso.
Cor e textura carnaval-maximalistas; peças de Pé Esquerdo, Lucas Caramés, Gardênia Nascimento, Cleziania Ribeiro, Mok + Paula Gambirasio e Danilo Vale; a construção a seco preservou o piso e o teto originais; a coleção Nós combina madeira brasileira com cordas trançadas a partir de resíduos têxteis da indústria de moda praia.
Ficou em cartaz até 12 de outubro de 2026 na Casa do Candango, como parte da 34ª CASACOR Brasília, colocando designers, artesãos e fabricantes do Distrito Federal diante de visitantes pagantes.
Contexto
Para a 34ª CASACOR Brasília, o arquiteto Rick Hudson projetou o Sebrae Feito à Mão, um ambiente de 100 m² inspirado no maximalismo do carnaval brasileiro — rico em cor, textura, objetos e narrativas. O espaço se apoia em temas de samba-enredo como Brasil Feito à Mão… do Barro ao Carnaval (1992) e Deus Fez o Homem e a Águia de Ouro Feita à Mão (2007), enquadrando o artesanato como patrimônio cultural e pertencimento. Pela primeira vez, a loja do Sebrae foi combinada com uma residência em um único espaço.
Em vez de tratar o artesanato como algo isolado, o projeto encena móveis e objetos em contextos reais de uso, de modo que a casa se torna parte da experiência, e não um pano de fundo. A curadoria destaca a produção local do Distrito Federal, reunindo designers, artesãos e fabricantes: o espelho Jô e a poltrona Travessia, de Pé Esquerdo, a poltrona Poty, de Lucas Caramés, a coleção Candangas, de Gardênia Nascimento e Cleziania Ribeiro, o cabideiro Veredas, de Mok + Paula Gambirasio, e o banco Aura, de Danilo Vale.
A sustentabilidade atravessou o projeto desde a concepção: o piso e o teto originais foram mantidos, a construção a seco minimizou o desperdício de água e de materiais, e um destaque — a coleção Nós, de Pé Esquerdo com Studio Jader Rodrigues e Instituto Ser Tão Fort — combina madeira brasileira com cordas artesanais feitas de resíduos têxteis da indústria de moda praia, unindo design contemporâneo à economia circular.
O briefing do Sebrae era tratar o artesanato como cultura viva, e não como vitrine isolada, então a loja se tornou uma residência onde os móveis ocupam contextos reais de uso.
Hudson se apoiou no maximalismo carnavalesco e nas referências de samba-enredo — a beleza que emerge do excesso e da mistura — para corresponder à densidade cultural do país, em vez de um visual neutro de showroom.
A sustentabilidade foi estrutural: o piso e o teto originais foram mantidos, a construção a seco reduziu o desperdício de água e de materiais, e a coleção Nós trançou resíduos têxteis da indústria de moda praia nos cabos das luminárias.
O artesanato vende como memória, não como estoque: encenar móveis feitos à mão dentro de uma casa habitada — com os materiais de fluxo de resíduos visíveis — transforma uma vitrine comercial em um argumento sobre identidade.
O espaço ficou em cartaz até 12 de outubro de 2026 na Casa do Candango, encerrando a 34ª CASACOR Brasília com um fim de semana de venda especial em 11 e 12 de outubro.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Artesanato Brasileiro: A Transformação do Lar com Sebrae e Rick Hudson Núcleo Beleza · nucleobeleza.com.br ·