Arte pública patrocinada para o Thornden Park, em Syracuse; as duas artistas de materiais naturais nunca haviam trabalhado juntas antes.
A ideia
"Pedras" de salgueiro tecidas à mão instaladas em um prado, com um labirinto aparado ao redor delas para que os caminhantes tracem a forma da colina de Sísifo.
Schultz passou mais de 300 horas descascando e tecendo salgueiro doado — colhido em um campo da SUNY — para formar duas pedras enraizadas no solo. Reeder deixou o prado crescer por semanas até virar capim, chicória e ásteres, depois cortou um caminho sinuoso e irregular, com largura para duas pessoas, usando um chicote de capim, e o manteve aparado na inclinação.
Aberto ao público no outono de 2026; transeuntes já percorriam o labirinto e questionavam Schultz enquanto ela trabalhava, e ambas as artistas esperam que a obra permaneça por anos.
Contexto
Na base da caixa d'água do Thornden Park, em Syracuse, a artista Sydney Schultz passou mais de 300 horas dobrando e torcendo galhos de salgueiro em ondas de madeira ondulante — duas esculturas de pedra tecidas à mão, instaladas em meio a um caminho de grama sinuoso e aparado criado pela artista Laura Reeder. A obra, "The Paths We Weave", é a primeira colaboração entre as duas artistas de materiais naturais, com apoio da Thornden Park Association, do departamento de parques de Syracuse, da CNY Arts, da Westcott Area Cultural Coalition e da Tomorrow's Neighborhoods Today - East Side.
Ambas as artistas se inspiraram na paisagem do centro de Nova York e na história de Sísifo: os drumlins da região — colinas moldadas por gelo antigo — sugeriram pedras eternamente empurradas morro acima, e Reeder desenhou seu caminho em torno dessa urgência. "Imagine a urgência de ter que empurrar algo por uma colina difícil", disse ela. Um labirinto, e não um dédalo: "Você nunca se perde. Não há truques… o labirinto serve para proporcionar uma experiência tranquila, em que você sabe que sempre voltará para casa."
A execução foi deliberadamente de baixa tecnologia. Reeder trabalhou com o Departamento de Parques, Recreação e Programas Juvenis de Syracuse para isolar o local com cordas, deixou o prado crescer por semanas até surgirem capim alto, chicória e flores brancas, depois esboçou o caminho com um chicote de capim antes de apará-lo regularmente — um desafio na inclinação da colina. Schultz colheu salgueiro doado de um campo pertencente ao SUNY College of Environmental Science and Forestry, retirou as folhas de cada peça, testou sua flexibilidade e fincou os galhos fundo no chão para construir a base de cada pedra.
O desenho surgiu ao caminhar pelo local: Reeder se define como artista caminhante e deixou que o terreno, e não um plano, decidisse o caminho.
Sísifo e os drumlins deram narrativa a uma forma de relevo local, de modo que a caminhada tem uma história além de uma forma.
A escolha de salgueiro, grama e ferramentas manuais manteve a obra negociável — Schultz ainda podia mover ou acrescentar pedras conforme o prado respondia.
Arte pública não precisa de orçamento de fabricação: um prado, um cortador de grama e salgueiro colhido bastaram para transformar uma colina de parque em um mito caminhável.
Por enquanto, a instalação tem duas pedras; Schultz planejou outros pontos, mas pode não ter tempo de tecê-los neste outono. Visitantes já percorriam o labirinto e faziam perguntas a ela em pleno trabalho — certa manhã, um gavião pousou sobre uma das pedras — e ambas as artistas esperam que "The Paths We Weave" permaneça no Thornden Park por anos.
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As fontes
- New art installation transforms Thornden Park Syracuse.com · syracuse.com ·